Hoje é dia...

domingo, 17 de julho de 2011

Não reclamem da Seleção!

 

Não vou ficar me alongando muito nesse post, até porque não estou com ânimo para comentar sobre o jogo terrível da seleção. Mas sou totalmente contra ficar reclamando.

 

Poxa, todos os brasileiros, na época da Copa do Mundo, pediram, imploraram para o Dunga levar o Neymar e o Ganso pra África. Achávamos que eles seriam os redentores da vitória que todos aguardavam.

 

Mas o Dunga não achava a mesma coisa, não levou os dois e acredito que muitos torceram contra a seleção só pra ele quebrar a cara (como acho que agora o próprio Dunga secou a seleção só pra provar que estava certo em não levá-los).

 

O fato é quer o Mano resolveu atender aos pedidos dos milhões de técnicos que a seleção tem e escalou os meninos da Vila para defenderem a camisa brasileira na Copa América. Não deu…

 

Mas a culpa não é nem do Neymar, nem do Ganso, nem do Mano. A culpa foi da falta de sorte, dos times retranqueiros que o Brasil pegou, que em alguns momentos estavam tão recuados, tão recuados, que estavam todos os 11 na defesa (podem ver os vídeos dos jogos!), impedindo as jogadas por absoluta impossibilidade física (já que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço).

 

Tudo bem, eles erraram todos (todos!) os pênaltis, foi horrível, foi ridículo na verdade… teve uma hora que eu pensei que tava sonhando de tão surreal. Mas mesmo assim sou contra as reclamações. Vamos aprender a perder e reconhecer que outras seleções podem jogar melhor que nós. E ganhar.

 

E não podemos esquecer que os meninos todos, incluindo o Pato (que também deve ter sido secado horrores pela ex!) jogaram muito, lutaram. Só não estavam preparados para os pênaltis. É isso. Viva a Seleção Brasileira!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

E a saúde cada vez mais doente…

Em fevereiro fui convidada para dar aulas de legislação do SUS para duas turmas que estavam se preparando para o concurso da Secretaria de Saúde de Belém. Naquela altura eu não tinha conhecimento nenhum acerca dos direitos e deveres dos usuários, muito menos do funcionamento desse sistema.

 

O modelo do SUS é tido como um dos melhores do mundo, de verdade. É um dos maiores sistemas públicos de saúde do globo, pois abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o mais complexo serviço, como o transplante de órgãos, por exemplo. É claro que seria no caso de ele ser aplicado da forma como aparece descrito por todas as inúmeras leis que o regem. Mas, infelizmente, não é.

 

Não que ele não seja modelo. Modelo ele é. O que ele não é é aplicado… Isso eu pude perceber claramente no contato com a legislação. E pude perceber mais ainda quando li a notícia que motivou este post: o cancelamento da distribuição de remédios para os portadores de hepatite C.

 

Como se já não bastassem todos os problemas que a saúde pública já enfrenta no nosso país, ainda temos agora que lidar com a falta de respeito para com pessoas que só tem uma chance de sobreviver à enfermidade, que é tomando o Interferon, que custa, em média, R$300,00. Cada paciente precisa de quatro doses mensais deste remédio, o que equivale a R$1.200,00 para tratar a doença.

 

Que chances uma pessoa tem de sobreviver e lutar contra esse vírus com um preço destes? Como manter o tratamento que, segundo os médicos, não deve ser interrompido em hipótese alguma, antes que se observe o controle da doença?

 

Como pode o governo cancelar a distribuição do medicamento de uma hora pra outra, sem ao menos avisar os pacientes com antecedência (o que não deixaria de forma alguma de ser absurdo)?

 

São várias as perguntas que me faço, além daquela que deve estar martelando a cabeça de todos vocês: o governo pode cercear o direito à vida?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Só pra descontrair…

Bem galera, nem só de polêmicas vivemos nós. Acho que cabe um comentário curioso sobre uma reportagem que li numa revista de fofoca um dia desses.

 

Estava eu no cabeleireiro (ótimo lugar para ler revistas velhas!) aguardando a minha vez, lendo um livro muito interessante que havia levado comigo (lógico, lá é que ele não estava…) sobre paisagem e representação. Enfim, os meus livros… De repente a cabeleireira me chamou. Deixei meu livro sobre a cadeira na qual estava aguardando e segui pra cortar o cabelo, dar uma mudadinha no visual.

 

No entanto, quando sentei, a cabeleireira me paramentou toda com aqueles babadores gigantes e pediu que eu aguardasse que ela já voltava. Automaticamente, peguei uma revista que estava sobre o balcão. Comecei a folheá-la e uma manchete me chamou a atenção: “É o Tchan programa show para comemorar 15 anos de sucesso!”. Hein? Como assim?

 

A última vez que ouvi falar deles foi quando gravaram o DVD de 10 anos… Faz tanto tempo que estão longe da mídia que não se sabe mais nem se ainda existem. Como podem estar comemorando 15 anos de sucesso?

 

Se forem comemorar 15 anos de existência eu até me calo. Mas de sucesso? Ah, pelo amor de Deus. Eu adorava as músicas deles, dançava feito louca, gravava os programas onde eles apareciam, era fã mesmo. Eu e umas primas (que prefiro não declarar os nomes, para não sofrer retaliações kkkkkk).

 

Mas dizer que eles ainda fazem sucesso é a maior das apelações. Não preciso nem dizer que o salão inteiro riu e concordou com a minha observação. Vamos aguardar para ver que show é esse que comemora o inexistente!

terça-feira, 28 de junho de 2011

O primeiro furo de reportagem

Conforme escrevi na minha descrição, o objetivo deste blog é mostrar meu lado jornalista, fazendo comentários sobre notícias que leio e que gostaria de falar. E o objetivo maior de um jornalista é dar um furo de reportagem. Não acredito que este seja realmente meu primeiro furo, até porque eu não fiz investigação nenhuma e nem estou trazendo uma novidade assim que se diga “Oh, que novidade absurda!”… Mas sei que, assim como eu, muitos ficarão pasmos com a cara de pau a que se chega no mundo.

 

Esta semana um desconhecido abordou minha mãe em seu local de trabalho, no Distrito Industrial da cidade de Ananindeua, município da Grande Belém, para oferecer-lhe um pacote de sopa, desses tipo “sopão”, só que daqueles grandes que vende em armazéns de meio a meio, com muitos quilos e não só algumas gramas.

 

Até aí não haveria problema algum se não fosse o inusitado: a sopa era de merenda escolar.

 

Quando minha mãe me contou, relatando inclusive a bronca que deu no cara, eu fiquei absurdamente revoltada. Mais ainda com a justificativa dele: afirmou para minha mãe que não roubou aquele pacote, mas que ganhou “do cara que fez o transporte” porque ajudou a carregar O.O

 

Simples assim? Só isso? Mas o que tá acontecendo com as pessoas? Meu Deus do céu, são milhares de crianças que deixam de se alimentar por causa dessa ajudinha que ele e sabe lá quantos outros deram pra carregar os pacotes pra dentro de uma escola.

 

Isso é o cúmulo, é um absurdo. Não acredito que a merenda está entregue nas mãos de pessoas tão irresponsáveis. Tenho certeza que não há uma cota dessas sopas destinadas a distribuição aos colaboradores; então por que cargas d’água este senhor recebeu?

 

Acho que os senhores prefeitos, governadores tem que apurar com a máxima urgência estas questões, já que a falta de merenda é sempre uma das reclamações mais correntes quando se fala em educação pública.

 

Gostaria muito de acreditar que serão tomadas providências, mas acho que eles tem coisas mais importantes pra fazer. Afinal, o que é um prato de sopa? Pra quem às vezes não tem nada, esse prato pode ser a única refeição do dia…

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Meu Galo Elétrico

Há uns três ou quatro anos os times da capital paraense vinham adiando a vitória final dos times do interior, fato que nunca aconteceu em 103 anos de Campeonato Paraense. Em mais de um século de disputas, Remo, Paysandu e Tuna (este último até 1988) revesaram-se no primeiro lugar deste campeonato.

Finalmente ontem esta história teve fim. Ou começo... O Independente Atlético Club é o novo campeão paraense de futebol. Derrotou o Paysandu, meu clube do coração, com muita garra e fibra.

Claro que eu gostaria muito de ver meu time tri-campeão, mas confesso que torcia muito pra que essa história mudasse um pouco. É bom saber que temos times melhores que Remo e Paysandu por todo o Estado e que finalmente, com esse tabu quebrado, poderemos ter finais diferentes, não sendo disputadas só aqui em Belém.

Aliás, esse é o mais novo desafio: termos uma final só com clubes do interior. Mas agora, só no ano que vem, porque esse já é do galo elétrico.

Parabéns ao grande e forte Independente, a raça aqui do norte.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sobre os jalecos e seus donos!

Às vezes fico me perguntando até onde vai o bom senso das pessoas.

Dia desses li no Diário do Pará que o governador de São Paulo sancionou um projeto que veta o uso de jalecos nas ruas por profissionais da saúde.

Será mesmo que seria necessário um governador perder tempo analisando e aprovando um projeto com um teor tão óbvio???

Será que os nossos profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, residentes, enfim) não sabem dos riscos que estão causando aos seus pacientes cada vez que ficam passeando na via pública com aquela bata branquinha; a mesma que estarão usando quando forem visitar um paciente?

Não consigo não pensar que sim, eles sabem.

Mas sabe qual é o problema? É mais bonito andar de jaleco por aí! Ah, qual é a graça de passar anos estudando medicina e não poder esfregar na cara de todos que é médico. É um absurdo. Anos estudando pra ninguém saber que eu me formei? Não tem graça nenhuma...

(Se ao menos tivesse que ser engraçado)

Mas digo uma coisa: se o governador do Pará, meu queridíssimo Simão Jatene, resolvesse fazer o mesmo, ele poderia até perder um tempinho sancionando um projeto tão óbvio como falei acima, mas ia arrecadar um bom dinheiro com essas multas, principalmente se resolvesse montar guardas estratégicas na frente de hospitais como o Porto Dias, na Almirante Barroso com a Mauriti.

Moro ao lado e falo como testemunha do que vi milhares de vezes. E digo mais: depois que inauguraram a unidade do lado oposto da via ficou ainda pior, porque agora eles desfilam pra lá e pra cá, jogando seus anos de Universidade na cara dos transeuntes e levando bactérias de um lado a outro do Hospital.

Taí governador Jatene, fica a dica para arrecadar uma grana extra aos cofres públicos. Quem sabe esse dinheirinho não ajude a dar uma melhorada na situação da educação, tão caótica deixada pelo governo passado.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Onde estão os valores?

No último post deste blog, que tem pouco mais de um ano, eu falei sobre uma situação muito revoltante ocorrida com uma criança de dois anos e sua mãe(???) de criação. E iniciei tal post perguntando onde estão ficando ou para onde estão indo os valores sociais.

Essa pergunta cabe muito bem na situação atual: 439 bombeiros presos! Hein?

Em qualquer outro lugar do mundo isso pareceria absurdo. Os heróis do povo foram presos por que??? Simplesmente porque queriam ser reconhecidos, valorizados, porque queriam que o governo os ajudasse a deixar de serem heróis no lugar que poderia parecer o mais estranho de todos: dentro de suas próprias casas!

Mas como assim?

Meus queridos leitores, viver com pouco mais de novecentos reais? Só sendo herói mesmo. E tenho certeza que é o único papel que nenhum desses 439 queria desempenhar.

Na verdade nenhum de nós!

Mais absurdo ainda foi o modo como o governador do Rio de Janeiro, tão respeitado por mim por sua seriedade, tratou esses homens tão honrados como poucos em nosso país. Chamou-os de vândalos e irresponsáveis.

Foi uma tentativa clara do governador, e felizmente frustrada, de jogar a população contra esse homens que lutavam (e ainda lutam) por sua própria dignidade.

Agora, depois de perceber que a estratégia não deu certo, Sérgio Cabral decidiu dar aos "vândalos" um singelo aumento e declarar-se aberto a conversa.

Que a população continue do lado de quem deve estar: desses homens e mulheres que doam suas vidas pra salvas as nossas e são tão mal pagos pra isso.

E parabéns às vinte e sete mil pessoas que participaram da passeata na Praia de Copacabana neste domingo, inclusive o bombeiro argentino que mostrou seu contra-cheque de 7 mil pesos, quase 3 mil reais, que segundo ele "é quanto um herói deve ganhar".

Eu concordo plenamente!