Ao completar seu 20º aniversário, uma das revistas mais importantes sobre cinema, a britânica Empire, teve uma ideia genial: fotografou alguns astros da telona revivendo seus grandes personagens. O mais legal do ensaio é que os artistas não estão caracterizados com roupas e adereços. Eles apenas fazem uma breve alusão ao filme com somente um objeto que o liga à película em questão. Eles vestem roupas do dia-a-dia, normais e cabe a nós adivinharmos qual é o personagem. Aceita o desafio?
Então clica aqui e vê se acerta!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A Grande Final.
Aos que gostam de futebol, como eu, o domingo foi absolutamente espetacular. Assistir a uma partida de futebol pela TV, num domingo tranquilo, após um almoço em família é bom demais. Mas, assistir a uma final de campeonato brasileiro, onde quatro times tem chances reais de ser campeão e onde apenas um deles depende unicamente de si para vencer e os três dependem dos outros, ah, isso não tem preço. Sem esquecer os times que brigavam pra não cair para a segundona. Pobre Coxa...
Apenas os que amam futebol entendem o que estou dizendo.
O futebol envolve não só porque é um esporte bonito de se ver (claro, quando os que jogam sabem o que estão fazendo!). Ele envolve pelas surpresas que nos reserva. Nem tudo está perdido no futebol, mas também não está ganho... O futebol, apesar de parecer, não é um esporte previsível. Tudo pode acontecer numa partida. Inclusive o inesperado. Vejamos um exemplo: no dia 18 de novembro o Fluminense perdia o jogo para o Cerro Porteño por 1 a 0 desde os 6 minutos do primeiro tempo, pela Copa Sul-Americana. Muito bem. Aos 47 minutos do segundo tempo, o Fluminense, com toda garra e beleza faz um gol. Nossa, foi muito bom. Melhor foi o que veio depois. Quando o empate parecia certo, e já estava ótimo para quem estava perdendo, o Fluminense inacreditavelmente desempata aos 49 minutos, levando todos ao delírio.
Isso é a materialização da famosa frase "o melhor está por vir".
E é exatamente por todos esses motivos que essa final foi inesquecível. Toda a emoção inerente ao futebol, a beleza das torcidas, do inesperado, da surpresa, enfim. Tudo que um domingo de sol merece. Fico me perguntando nessas horas, se o lucro obtido pelos clubes com os campeonatos de pontos corridos, vigente desde 2003 no Campeonato Brasileiro, vale mesmo tanto a pena a ponto de deixar de lado todos esses anseios que nos traz uma final.
Há exatamente sete anos não tínhamos um encerramento de campeonato tão legal. Com toda aquela expectativa do "quem vai ser o campeão?". Não por ser flamenguista (que na verdade nem sou) mas gostei da vitória do Flamengo. Achei merecida, depois de tanto tempo. Apesar de que o Adriano estava malzinho... Mas é verdade ou não é: a dúvida também faz parte do futebol, e toda aquela coisa do "o time A tem que vencer pra ganhar, mas só leva se o time B perder" é muito bacana.
O mata-mata é bem melhor.
Pode não trazer tantos lucros como os pontos corridos, mas no quesito "enlouquecer o torcedor" dá de mil a zero! Espero que eles, os cartolas, percebam tudo isso e resolvam mexer no campeonato para o ano que vem (acho quase impossível). Caso contrário, nós torcedores teremos que rezar para que os clubes joguem muito em 2010 e que o campeonato seja tão equilibrado como foi esse ano. Quem sabe não teremos tantas emoções novamente?
Parabéns Mengão!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Ele precisa disso?
Pra quem leu a Veja da semana passada acredito que não direi nada além do que os leitores da reportagem de capa já não tenham concluído com seus próprios pensamentos (e que pensamentos!). Pra quem não leu, inicio este post com a intrigante pergunta: ele precisa disso???
A idéia de fazer um filme sobre a vida do atual presidente (baseado no livro homônimo de Denise Paraná) é extremamente cabível: um homem humilde, nascido no interior de Pernambuco, com uma história e tanto de vida pra contar e que chega a presidência da República não é pra qualquer um. Depois de três derrotas nas urnas (uma contra Collor e duas contra FFHH), tendo sido o brasileiro que mais vezes candidatou-se à presidência, finalmente ele conseguiu se eleger.
Lula viu a mãe apanhar do pai, sofreu com o rigor deste último que formou uma segunda família com a prima da própria mãe. Trabalhou desde criança, só foi registrado por volta dos sete anos de idade e aos dezoito anos teve o dedo mínimo esquerdo mutilado por uma prensa industrial. É uma história não só pra comover e pra emocionar, mas também para fazer pensar. O que é capaz de te freiar? O que é capaz de te parar?
Nada parou nosso presidente.
Ele acreditou que era possível chegar à presidência e lutou pra isso. Com que meios o fez e se está correspondendo às expectativas de seus eleitores são assuntos que ficarão para um próximo post (garanto que não meu; se alguém se oferecer...). O que questiono diante de toda essa realidade é a necessidade de fazer firulas diante daquilo que já é trágico. Será que era mesmo necessário mostrar o pequeno Lula "salvando" a mãe das garras do pai e afirmando que "homem não bate em mulher", para deixar o pai estarrecido e sem palavras? Num outro momento, já adulto, Lula presencia o linchamento de um metalúrgico e, no filme, corre para salvá-lo.
Na vida real, segundo o livro, foi a mãe que salvou Lula de pegar uma surra do pai e, no caso do linchamento, o então metalúrgico não moveu um dedo: acreditava que a justiça estava sendo feita. A partir desses fatos, fico me perguntando pra que fazer um filme que não conta a verdade. Ou é pra mascarar alguma coisa ou pra enganar alguém. Acredito que seja pelos dois motivos. Por isso, chego a conclusão de que o filme é uma ficção.
Mas como uma biografia pode ser ficção?
Simples: ela é resumida, incompleta e, principalmente, e por esse motivo é ficção, é distorcida. É resumida porque aborda os fatos de forma superficial, tendo como escopo único mostrar "momentos" da vida de Lula, e não a vida dele como um todo. É incompleta pois ela termina num ponto totalmente sem fundamento: o diretor deixou de fora exatamente as campanhas eleitorais tão dramáticas das quais ele participou, ou seja, foi excluído o momento único em que ele lutou para converter-se no que é hoje. E é ficção pois mostra o que quer, e não a realidade dos fatos.
Acredito que licenças poéticas são necessárias em certas horas, como no caso da surra que Lula "impediu" que a mãe tomasse. Talvez nosso presidente realmente acredite que homem não bate em mulher e nunca tenha batido. Aliás, não creio que ele tenha usado de violência com mulheres algum dia. As licenças poéticas dão emoção ao filme, dão a sensação de profecia, como no início, quando do nascimento dele, a mãe olha e diz: Você vai se chamar Luiz Inácio. Isso dá um toque fundo no coração de quem vê. E esse é o objetivo. Tocar. Sensibilizar.
Mas acho desnecessário e injusto com o telespectador mudar totalmente algo que aconteceu só para mostrar um homem que não existe: o perfeito. Se ele achava que estava sendo feita justiça no linchamento do colega, porque não mostrar isso no filme? O diretor tinha que mudar tudo e fazer -nos pensar: nossa, o presidente tem um senso de humanidade muito grande.
Na verdade o filme não mostra a vida de Lula. O filme mostra o Lula. E só.
Com tudo isso, fico me perguntando realmente se quero assistir ao filme em janeiro, quando será lançado nacionalmente. Acho melhor deixar pra mais tarde, tipo setembro ou outubro. Mas não, não é pela falta de fidelidade da película ao livro. É porque não acho boa idéia começar a ver propaganda eleitoral no início do ano...
Assinar:
Postagens (Atom)